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Grávida e Condenada: O Sofrimento Silenciado de uma Cristã no Irã

Grávida e Condenada: O Sofrimento Silenciado de uma Cristã no Irã

Grávida e Condenada: O Sofrimento Silenciado de uma Cristã no Irã

Narges Nasri está à espera do seu primeiro filho — mas em vez de repouso e cuidados médicos, ela enfrenta uma cela fria e uma sentença de 16 anos de prisão. O seu "crime"? Seguir a fé cristã num país que vê a conversão como ameaça. A sua história revela o lado mais cruel da intolerância religiosa e lança luz sobre uma perseguição que tenta, mas não consegue, calar a fé.

Em março, o regime iraniano condenou Narges Nasri, uma cristã grávida, a 16 anos de prisão por "atividades de propaganda contra a lei islâmica", apenas por participar de uma igreja doméstica e expressar apoio ao movimento Mulheres, Vida, Liberdade nas redes sociais. Junto com ela, outros dois cristãos — Abbas Soori (15 anos) e Mehran Shamloui (10 anos) — também foram condenados. Este último, músico, teve seus instrumentos confiscados como forma de silenciar sua expressão artística de fé.

No Irã, cristãos ex-muçulmanos são vistos como inimigos do Estado, e enfrentam julgamentos injustos, detenções arbitrárias e punições severas. Em 2024, mais de 900 civis foram executados por motivos religiosos e políticos. Um relatório conjunto da Portas Abertas e outras organizações revela que 96 cristãos já acumulam 263 anos de condenações. Apesar disso, a igreja no Irã não para de crescer, mostrando que a fé resiste mesmo nos contextos mais hostis.

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